Memória do grupo

Aprofundar-se na reflexão e na produção de pesquisas sobre a Comunicação Pública e Comunicação Política. Esta é uma das missões do COMPOL.

Desde 2012, as discussões coletivas do grupo de pesquisa seguem programação semestral. Em 2015 em diante, o COMPOL registrou uma inovação: seus integrantes começaram a se dedicar a compartilhar as reflexões como assistentes da professora – e coordenadora do grupo – Heloiza Matos.

A participação dos membros seniores é registrada em conteúdos da disciplina Comunicação Pública e Política, oferecida pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação, da Universidade de São Paulo.

Com comprometimento, os integrantes têm desenvolvido importantes trabalhos em torno da Comunicação Pública e da Comunicação Política. Dois deles, em formato livro (coletânea de artigos) e com organização da coordenadora.

Intitulados “Comunicação Pública – Interlocuções, Interlocutores e Perspectivas” e “Pesquisas em Comunicação Pública e Política: Vertentes Teóricas e Metodológicas”, os trabalhos estão disponíveis, na íntegra, pela internet.

A primeira obra, lançada em 2012, enfatiza as discussões da Comunicação Pública aplicadas sobre o campo da saúde. O trabalho acadêmico-literário também reúne capítulos sobre reflexões em outras áreas, como violência e educação.

O segundo título, de 2016, foi o resultado de pesquisas empíricas realizadas pelos membros do grupo. Ele, especificamente, reflete os esforços recentes do grupo em ancorar metodologias e percursos teóricos em tradições do campo da comunicação.

Essas reflexões foram guiadas pela sistematização das tradições em matrizes teóricas, segundo Robert Craig. Ele defende que a comunicação já se constitui como campo específico entre as ciências humanas e sociais, formado por sete tradições teóricas (sociocultural; sociopsicológica; crítica; retórica; semiótica; fenomenológica e cibernética).

Mais tarde, Craig reconheceu que a tradição pragmatista deveria ser incorporada ao corpo, que passaria então a ser composto por oito tradições, a partir de um debate gerado pelos trabalhos de Russill sobre a matriz proposta pelo autor de demais pragmatistas.

O metamodelo proposto por Craig e Muller está inscrito em um projeto de teorização da comunicação, pensado como um projeto prático que emerge de uma expansão consciente das próprias experiências comunicacionais para pensar o problema no nível social.

A comunicação, na tradição pragmatista nomeada por Russill, é concebida como uma resposta ao problema da incomensurabilidade. Na interpretação de Russill, tomando como base o pluralismo de James e o interacionismo de Mead, a teoria de Dewey apresenta-se como uma teoria reflexiva da comunicação ao desenvolver uma “tripla contingência”.

A tripla contingência de Dewey situa a comunicação completamente no universo indeterminado da incomensurabilidade de James e introduz no processo de comunicação a escuta dos públicos.

O estudo da obra de Craig e da proposta de uma oitava tradição pragmatista das teorias da comunicação produziu efeitos no grupo.

A partir dessas tradições, os integrantes têm buscado situar suas pesquisas e escolhas metodológicas para compreender empírica e teoricamente problemas específicos da Comunicação Pública e Política.

Os objetos de investigação estendem-se desde as políticas públicas de saúde (na área de obesidade, relação médico-paciente, adições, etc.), educação (violência escolar e capacitação do aluno para o debate público político), processos organizacionais (e sua vinculação a programas denominados como responsabilidade social) e segurança pública (e a participação do crime organizado no debate público), entre outras temáticas.

O grupo já se debruçou sobre autores como Jürgen Habermas (esfera pública e deliberação); Peter Dahlgren (e o papel da mídia no debate público); William Gamson (especialmente sua obra “Talking Politics”); Jurgen Steiner (especificamente em seus trabalhos sobre pesquisa empírica em deliberação).

Também analisou obras do próprio Robert Craig e autores que têm buscado identificar as matrizes do pensamento em comunicação (como José Luiz Braga e Ciro Marcondes Filho) e conceitos fundamentais da Comunicação Pública e Política.

Ademais, o grupo de pesquisa debateu em torno de trabalhos de autores, como: Armand Mattelart, Michèle Mattelart, Jorge Duarte, Elizabeth Brandão Pierre Zemor, Heloiza Matos, Monteiro, G. F. e Dominique Wolton.

Também nortearam as produções críticas do COMPOL, os seguintes autores: J. Rawls, L. Mills, John S. Dryzek, Joshua A. Cohen, Pellizzoni, Cristian Rostebell, Hélène Landemore e Scott E. Pagge.

Sobre o COMPOL

COMPOL atua como grupo de pesquisa autônomo na Escola de Comunicações Artes da Universidade de São Paulo, com apoio do CNPq.

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